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Alepe discute desafios enfrentados por trabalhadores rurais

Atualizada às 17h35 Os desafios dos trabalhadores rurais, inclusive em relação à falta de diálogo com o Governo Estadual, foram elencados, nesta segunda (14), em debate na Assembleia Legislativa. Parlamentares, representantes de sindicatos, federações, associações, assim como produtores rurais, criticaram a situação do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e cobraram um olhar mais atento da Secretaria de Agricultura para os problemas vivenciados no campo. A ausência de representantes do Poder Executivo foi criticada. A deputada Socorro Pimentel (PTB), que propôs a discussão, afirmou que “o diálogo já estava difícil e piorou a partir da gestão do novo secretário estadual da Agricultura”. Desde outubro do ano passado, Wellington Batista está à frente da pasta. A parlamentar também citou que houve dificuldade para realizar o debate: “A data foi remarcada e, mesmo assim, o Executivo não mandou representante”. “O encontro de hoje é uma forma de dar voz aos trabalhadores rurais para que suas demandas cheguem até o Governo do Estado”, destacou. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Agricultura e Meio Ambiente em Pernambuco (Sintape), Adailton Melo falou sobre a necessidade de investimentos em pesquisa e de apoio à agricultura familiar. “É de fundamental importância para o desenvolvimento de Pernambuco expor a situação que estamos enfrentando hoje”, frisou. Entre as questões colocadas, está a redução de investimentos no IPA. “Estamos observando, anualmente, a queda de 30% dos recursos.” A ausência de reajuste salarial nos últimos cinco anos, de concurso público, de atualização do plano de cargos e carreiras e da frota de veículos foi destacada por servidores do órgão. “É um absurdo que tenhamos 10% do quadro do IPA recebendo menos de um salário mínimo de remuneração-base”, criticou Adailton, mencionando também casos de falta de água e energia elétrica e até mesmo de pagamento do aluguel do imóvel onde funciona o escritório regional. “Estamos nos colocando à disposição do Governo do Estado para buscar soluções”, pontuou. Da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE), Carlos Veras chamou atenção para as situações de assédio moral enfrentadas pelos profissionais. Reginaldo Alves, da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Pernambuco (Fetape), cobrou que a importância da agricultura familiar seja expressa no orçamento estadual. Também falou sobre a necessidade de reformulação da Secretaria Estadual de Agricultura. “O problema não está só no IPA.” Presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural de Garanhuns, Gilson Alves apontou a falta de sementes, equipamentos, combustível e material de escritório. “É preciso lembrar que, se não for o homem do campo, a cidade não come”, clamou. Representando a Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural (Faser), Jonas Castro ponderou que o problema se repete em todo o País: “O descaso com o campo é generalizado e deve ser premeditado também, porque, antes do atual presidente, funcionava bem”, ressaltou. Coordenadora do evento, a deputada Teresa Leitão (PT) avaliou que “o que vem sendo feito com o IPA está no roteiro político do Governo do Estado, porque, do contrário, ele teria enviado algum representante para reconhecer os limites e desafios”. Álvaro Porto (PTB) também criticou a ausência. “Está sendo um costume não comparecerem, como fez o então secretário de Transportes recentemente”, lembrou. Já Priscila Krause (DEM) analisou que “o não comparecimento do Governo reflete a falta de prioridade e de visão do que uma empresa como o IPA pode fazer para transformar a vida dos agricultores”. O fechamento dos escritórios regionais foi pontuado pelo deputado Augusto César (PTB) ao narrar situação de Serra Talhada (Sertão do Pajeú). “Está havendo um verdadeiro desmonte do IPA.” Júlio Cavalcanti (PTB) comentou sobre a dificuldade de liberação de emendas parlamentares: “Há dois anos, elaboramos emendas para construção de poços artesianos e até hoje elas não foram executadas. Mas os apadrinhados do Governo Estadual estão perfurando poços”. Rodrigo Novaes (PSD) afirmou que não poderia fechar os olhos para a questão, mas pediu cautela. “É preciso tomar cuidado para que a discussão não seja pautada pelo debate eleitoral.” O deputado mencionou, ainda, “o processo de desvirtuação das atividades do IPA ao longo dos anos”. Ao final do encontro, Teresa listou algumas questões apresentadas pelos participantes, como: apoio à comunidade do Bem Querer, em Jatobá (Sertão de Itaparica); reforço da importância do IPA para quem vive da pesca; protesto à ausência do Governo do Estado na discussão. “Também vamos enviar um documento ao Poder Executivo, assinado por todos os deputados presentes, expondo toda a situação e as propostas discutidas aqui”, completou. Socorro Pimentel acrescentou, como encaminhamento, a busca por uma solução rápida para a manutenção dos veículos do instituto e a regionalização do debate por meio de novas audiências em outros municípios. Plenário – Durante a Reunião Plenária, Socorro Pimentel ocupou a tribuna para expor os principais pontos discutidos na reunião, como também os encaminhamentos. “A maioria das instalações do IPA está com contas de água, luz e aluguéis atrasados; as compras de água para beber, papel higiênico e material de limpeza nos escritórios são feitas pelos próprios servidores”, relatou. “Por falta de sinal de internet, eles ainda têm que levar o trabalho para casa. E os ambientes não possuem as mínimas condições de receber o público”, prosseguiu. Os deputados Teresa Leitão, Augusto César, Priscila Krause e Rodrigo Novaes também voltaram a repercutir o assunto, em apartes.
14/05/2018 (00:00)

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