Controle de Processos

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico

Notícias

Newsletter

Receba as nossas atualizações no seu e-mail.

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,14 4,14
EURO 4,84 4,84
LIBRA ES ... 5,44 5,44

Edilson Silva faz reflexão sobre 130 anos da Abolição da Escravatura

A passagem dos 130 anos da Abolição da Escravatura, nesse domingo (13), recebeu uma análise crítica do deputado Edilson Silva (PSOL), no Grande Expediente desta segunda (14). O parlamentar classificou a Lei Áurea como uma “lei que não pegou no Brasil”, já que persistem persas situações em que a desigualdade impede os negros de exercerem sua cidadania. “O racismo não acontece apenas quando um inpíduo chama um cidadão negro de macaco num campo de futebol, mas está também na dinâmica social que nós vivemos, como o encarceramento e o extermínio da juventude negra. É o que nós chamamos de racismo institucional”, explicou. “A abolição colocou o povo negro numa condição forçada de não cidadania, já que eles foram proibidos de estudar, de ter propriedade e de exercer sua religião e sua cultura”, ressaltou Silva. O deputado destacou alguns avanços recentes no enfrentamento do racismo institucional, como ações afirmativas em universidades realizadas pelo Governo Lula e a aplicação da Lei Federal nº 10.639/2003, que incluiu a história e a cultura afro-brasileira nos currículos das escolas públicas. “Mas todos esses pequenos avanços estão se diluindo numa dinâmica muito mais terrível de retirada de direitos, com o Estado Brasileiro desenvolvendo uma política de maior endurecimento contra a população negra”, opinou. Silva ressaltou, ainda, que o dia 13 de maio é um momento de “denúncia” para os negros, pois “nossa verdadeira data comemorativa é o 20 de novembro, que celebra Zumbi dos Palmares e Dandara, e não essa falsa libertação que jogou o povo negro em bolsões de miséria”. O parlamentar também aproveitou o discurso para manifestar solidariedade aos professores da rede municipal do Recife, que iniciaram uma greve nesta segunda (14). “Os docentes estão parados porque o prefeito Geraldo Julio não quer pagar o piso salarial com repercussão sobre toda toda a carreira dos docentes. Enquanto a carreira de professor não for um desejo e sim um sacrifício, vamos continuar com essa sociedade desigual”, considerou. Em aparte, a deputada Teresa Leitão (PT) comentou que “o desprestígio e perseguição ao povo negro após a abolição foi intencional”. “O governo republicano mandou queimar todos os arquivos que falassem sobre a escravidão, dizendo que era preciso afastar aquela mancha da história nacional”, relembrou.
14/05/2018 (00:00)

Contate-nos

Rua dos Andradas  , 1560  , 16º andar
-  Centro
 -  Porto Alegre / RS
-  CEP: 90020-010
0800 880 84034003 8403
Visitas no site:  1350
© 2018 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.