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Efeitos da greve dos caminhoneiros e ações do Estado para contornar crise voltam a repercutir no Plenário

As consequências da crise dos combustíveis para Pernambuco e para o Brasil voltaram a render debates no Plenário da Assembleia nesta quarta (30). Em pronunciamentos, os deputados Nilton Mota (PSB), Antônio Moraes (PP) e Odacy Amorim (PT) lamentaram que a população venha sofrendo os efeitos mais severos da disputa entre o Governo Federal, caminhoneiros e transportadoras. Aumentos nos preços, transtornos nas cidades, piora na oferta de serviços públicos e a atuação do Governo do Estado foram citados pelos parlamentares e aparteantes. A situação – provocada pela greve da categoria, que entra no décimo dia – também foi alvo de preocupação dos deputados nessa terça (29). Vice-líder do Governo na Casa, Nilton Mota expôs as iniciativas do Poder Executivo estadual para enfrentar a crise de desabastecimento. O parlamentar, que fez parte do gabinete de crise, considerou que as ações no Estado tiveram sucesso por criar pontes com outros poderes, com a sociedade e com representantes dos caminhoneiros. “Durante o fim de semana, as negociações garantiram combustível para serviços de saúde e segurança pública. Na terça, ouvimos dos próprios líderes do movimento sobre a presença de infiltrados no bloqueio do acesso ao Porto de Suape”, relatou o socialista. “O governador Paulo Câmara tomou a posição de liberar o acesso a Suape, em diálogo com o Poder Judiciário e o Exército. A operação teve sucesso, sem nenhum confronto, garantindo a passagem de 281 caminhões nesse trecho, sendo 211 de combustíveis e 70 de gás”, narrou. Nilton Mota estimou que a mobilização dos caminhoneiros causou, nos primeiros nove dias, uma queda de pelo menos R$ 250 milhões na arrecadação de ICMS em Pernambuco. Ele responsabilizou a postura do Governo Federal por esse prejuízo. “O combustível subiu mais de 100% neste ano, em comparação à inflação de 3%. A Petrobras desrespeita os cidadãos”, considerou. O vice-líder do Governo afirmou também que o Estado “não tem receio de discutir a participação do ICMS no preço dos combustíveis, em Pernambuco e no Brasil”. Em aparte, o líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB), disse que “cerca de mil caminhões devem ser liberados na estrada de Suape ainda nesta quarta (30), e amanhã o consumo deve começar a ser normalizado”. A ação do Poder Público estadual na crise também foi elogiada pelos governistas Waldemar Borges (PSB), Tony Gel (MDB), Rodrigo Novaes (PSD), Alberto Feitosa (SD) e Zé Maurício (PP). Para Aluísio Lessa (PSB), “o governador Paulo Câmara está demonstrando sua liderança e deixando a Oposição sem discurso”. Os posicionamentos foram mais críticos em relação à gestão da crise pelo Governo Federal. Antônio Moraes lembrou que isenções fiscais concedidas pela União já prejudicam os municípios, porque cortam tributos cuja arrecadação é partilhada com as prefeituras. A situação, avaliou, deve se agravar. “As cidades estão quebradas por equívocos políticos, inclusive do Governo passado. Agora se propõe a mesma prática com a isenção da Cide”, alertou, em referência ao imposto reduzido pela Presidência da República nas negociações pelo fim da paralisação. Odacy Amorim lamentou que seja a população a parte mais sacrificada com a política de preços da Petrobras – que, na opinião do parlamentar, não pode ser definida unicamente para garantir lucros à estatal. “Não se pode emparedar as pessoas com aumentos diários e achar que elas vão suportar”, afirmou. O petista anunciou uma audiência pública sobre o aumento do custo dos combustíveis para o dia 18 de junho, quando deve ser debatida a diferença de preço entre Pernambuco e outros Estados.
30/05/2018 (00:00)

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